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O Que Vem Por Aí

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No início do mês, em um evento noticiado por toda mídia, Mark Zuckerberg anunciou que o Facebook teria sua linha do tempo totalmente reformulada, além de novos recursos implantados. Isso fez com que outras redes sociais também divulgassem algumas novidades que estarão disponíveis nas próximas semanas. Já outras são meros rumores, mas que podem surgir ainda no primeiro semestre.

Separamos as principais mudanças que em breve farão parte do seu cotidiano, fazendo sua navegação bem mais interessante.

Ou não.

 

News 1 – O Novo Layout do Facebook

Você pode não perceber, mas o ‘feed’ de notícias do Facebook (aquela tela vertical que apresenta as novidades dos perfis dos amigos e a atualização das páginas seguidas) é uma das áreas que mais tomam sua atenção na rede social. E ela ganhará mudanças. Em um evento global, Mark Zuckerberg anunciou que toda a linha do tempo será reformulada.

As postagens poderão ser filtradas de acordo com a preferência do usuário, separando-as por grupos, usuários seguidos, fotos, músicas, entre outros.

Já as imagens serão exibidas em formato maior. “Estamos seguindo as tendências de design, e é claro que isso inclui grandes e envolventes fotos e um design limpo navegável”, disse Zuckerberg, que na realidade também pensou nos anunciantes.

Os vídeos também ganharão uma fermentada, acompanhando a tendência de as redes sociais priorizarem as mídias.

E pela primeira vez o ‘layout’ de todas as plataformas do Facebook será padronizado, ou seja, o acesso do celular ou de outros dispositivos móveis fornecerá a mesma experiência que o acesso por computadores. Ou seria o contrário?

As mudanças estão sendo liberadas paulatinamente. Alguns usuários de países de língua inglesa já têm acesso aos novos recursos. Brasileiros são poucos, mas se a ansiedade for grande demais, é possível  inscrever-se em uma espécie de lista de espera através deste ‘link’.
 

– Hashtags no Facebook

Inicialmente, as ‘hashtags’ eram exclusividade do Twitter (leia meu post sobre a influência do Twitter sobre outras rede sociais aqui), mas deram tão certo que há rumores de que o Facebook estaria estudando implantá-las. Fora do microblog elas funcionam apenas no Instagram (que atualmente pertence ao Facebook).

‘Hashtags’ são palavras precedidas do caractere “#”. Escritas dessa forma, o sistema gera um link para postagens sobre o mesmo tema, criando uma relação entre mensagens com o mesmo tema. Porém, as ‘hashtags’ são mais usadas para dar ênfase ou sentido a determinada postagem.

Muitos usuários já usam ‘hashtags’ no Facebook, mas elas servem apenas como estilo de escrita, pois o sistema ainda não remete a mensagens similares.
 

– Google Plus

Coincidência ou não, o Google anunciou mudanças no Google+ apenas um dia antes do anúncio feito pelo Facebook. E as novidades já podem ser conferidas no site.

O avatar do usuário passou da esquerda para a direita. Já a imagem de capa ficou bem maior e, para quem gosta de configurá-la manualmente, seu tamanho exato passou para 2120 x 1192 pixels.

Mas as alterações não foram apenas estéticas. O recurso ‘Local Review’ agora lista os locais frequentados e preferidos dos usuários, inclusive com a possibilidade de inclusão de comentários relacionados.

Uma espécie de check-in aprimorado do Google+.

News 2

 

– Música no Twitter

Os rumores mais fortes quanto às novidades no Twitter são no sentido de que a rede social estaria planejando o lançamento de um aplicativo de música. Através dele o usuário poderia recomendar artistas e músicas, inclusive com a possibilidade de ouvir os sons online.

O que pode não agradar muito é o fato de que a novidade estaria inicialmente disponível somente para iOS (sistema de iPhones, iPods e iPads), assim como aconteceu com o Vine, aplicativo de vídeos curtos lançado no início de 2013 (leia aqui). Usuários de Android e Windows Phone precisariam esperar um pouco mais.

News 3 – O Fim do Formspring

As novidades não são nada boas para os usuários do Formspring. Acompanhando o destino do comunicador MSN e do leitor Google Reader, a rede social de perguntas e respostas que conquistou principalmente adolescentes deixará de existir.

Os motivos não foram bem esclarecidos, mas tudo indica que sejam econômicos. O fundador e CEO do Formspring, Ade Olonoh, anunciou hoje (18) dificuldades em manter o site.

Perguntas e respostas poderão ser postadas até o final do mês de março, mas o conteúdo poderá ser recuperado até o dia 15 de abril. Felizmente, as coisas mudam muito rápido no mundo das redes sociais e alguns sites que já haviam sido dados como mortos continuam firmes e fortes. Portanto, a situação do Formspring ainda pode mudar bastante.

Pelo menos é o que torcemos.


POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

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A Hora do Branch

branch-title O sentimento é o mesmo de quem acessa o Twitter pela primeira vez, ou seja, difícil saber por onde começar. Assim é com o Branch, a nova rede social criada por Biz Stone e Evan Williams, os fundadores do Twitter.

Muitos têm apontado o Branch como a próxima sensação das redes sociais. Mas antes de ser contagiado por toda essa empolgação é preciso conhecer os seus propósitos.

O Branch foi criado para estimular a discussão, algo que andava um pouco em baixa no mundo das redes sociais desde que – pelo menos para os brasileiros – as comunidades do Orkut perderam a força.

branch No Branch tudo começa com o compartilhamento de um link, de uma foto ou de um vídeo.

Após essa etapa é possível escolher quais os contatos participarão da discussão referente ao conteúdo. Como o sistema é uma ramificação do próprio Twitter, quem tiver um perfil na rede poderá convidar os seus contatos do microblog para o diálogo. A partir daí, toda troca de informações é feita por postagens individuais e sucessivas. E mesmo nessas postagens secundárias, é possível anexar um outro link, foto ou vídeo.

O site também notifica os usuários (inclusive por e-mail) quando há um novo post em um branch que o usuário esteja participando, além de outras atividades como, por exemplo, alguém aceita um convite para se juntar à discussão. Não se preocupe, pois essas notificações podem ser alteradas.

Claro que os mais maldosos poderão afirmar que o Branch é um modo de o Twitter se redimir de seus parcos 140 caracteres. Justiça seja feita, o Branch assemelha-se bem mais com os fóruns de discussão na internet, onde os usuários podem deixar um comentário a respeito de determinada matéria, do que com um microblog.

Mas o seu grande trunfo, na verdade, é o botão “embed”, que disponibiliza um link para qualquer discussão travada no Branch e que pode ser incorporada a qualquer outro site ou blog. Isso possibilita que as discussões fiquem concentradas no Branch, ainda que originadas de outros locais ou até mesmo de outras redes sociais. Só é preciso, claro, que internautas e web designers habituem-se a usar esse tipo de compartilhamento. Caso contrário, todo o esforço será em vão.

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Resumindo, a internet estava mesmo carente de um site de relacionamentos em que as ideias pudessem ser expostas com maior qualidade, principalmente sem as ofensas e agressões proporcionadas pelo anonimato. Mas para o Branch realmente fazer todo esse sucesso, que muitos já estão dando como certo, é preciso um número considerável de internautas que também estejam dispostos a discutir com qualidade.

Algo que já não é tão garantido assim.

POR ANDRÉ MORAES

 

Nota: Este post foi originalmente publicado no site da Tec Hosting do Brasil (leia aqui), onde publicarei todas as semanas um artigo sobre redes sociais. Seja bem-vindo.

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Por que o Twitter é a rede social que mais influenciou o mundo das redes sociais?

file4761237981423 O Facebook é atualmente a maior rede social. Não somente pela quantidade de perfis, mas também de acessos. Porém, em matéria de inovação, nenhuma rede social foi mais importante que o Twitter.

Para comprovar, seguem alguns aspectos que demonstram os motivos pelos quais as redes sociais, na forma como conhecemos hoje, devem muito mais ao Twitter do que a qualquer outro site de relacionamentos:

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Feed de Notícias e Timeline 

A ideia de acompanhar na página principal postagens de todos os contatos pode não ter surgido com o Twitter, mas, certamente, popularizou-se com ele. Se hoje os usuários de outras redes sociais compartilham ideias, reclamações, piadas, poesias e notícias com todos os seus contatos através de sua própria página inicial (no campo “O Que Está Acontecendo?” ou “Como Vai?” no caso do Facebook) e tudo pode ser acompanhado também em um só lugar, foi graças ao Twitter e sua famosa “timeline”. E justiça seja feita: o Facebook ficou bem mais interessante depois que implementou o recurso.

Filtros em fotos

O Instagram é propriedade do Facebook. Beleza. Mas, originalmente, a rede social que mais contribuiu com sua divulgação foi o Twitter. Hoje, são inúmeros os programas que conferem efeitos envelhecidos nas imagens por meio de filtros. O próprio Twitter possui hoje um sistema parecido, depois que sua tentativa de compra do Instagram subiu no telhado.A capa da Newsweek e sua hashtag.

Hashtags 

Talvez essa seja a inovação mais impactante do Twitter. Não tanto pela utilidade do recurso, mas principalmente por ter provocado uma mudança no modo de divulgar ideias e mensagens ainda que fora da internet.

O Twitter criou uma forma de os usuários destacarem o assunto do que está sendo comentado por meio de uma “hashtag”, representada pelo símbolo “#”. Com isso, a “hashtag” é transformada pelo sistema em um “link” para uma página de resultados relacionados ao assunto. Esse recurso, além do Twitter, funciona apenas no Instagram. A prática acabou levando os usuários a desenvolver uma forma de escrita em que todo o sentido do texto concentrava-se nas “hashtags”, independentemente da intenção do leitor de fazer buscas sobre o assunto.

A mania ultrapassou os limites do microblog, servindo como estilo de escrita em outras redes sociais e até em matérias publicitárias, cartazes de protesto e textos jornalísticos. Até quem não é usuário do Twitter já se deparou com expressões como “#prontofalei” ou “#eujasabia” mesmo fora das telas do computador.

Em uma capa famosa (acima), a revista Newsweek divulgou uma hashtag para informar sobre o seu último número impresso.

Menção a outros usuários 

Mencionar outro usuário da rede social em uma postagem ou comentário já é prática corriqueira. Porém, a popularização aconteceu no Twitter com a utilização do símbolo “@” seguido do nome de usuário de quem se pretende mencionar. Este, por sua vez, tomava conhecimento de que a postagem refere-se a ela dentro da guia “mentions”. Originalmente, citar alguém dava trabalho, pois era necessário copiar ou lembrar o nome de usuário, digitando-se corretamente.

Hoje, o sistema apresenta uma lista com sugestões, bastando que se clique na opção escolhida. Quanto a isso, mérito do Facebook. Mas a função original ainda é crédito do Twitter.

Compactação de links 

Como no Twitter somente é possível postar mensagens com até 140 caracteres, e tendo os hyperlinks costumeiramente bem mais que isso, os compactadores se popularizaram e os internautas descobriram sua praticidade. Links compactados passaram a aparecer até em matérias de revistas impressas e grandes empresas como o Google também criaram os seus compactadores.

Atualmente, até mesmo nas redes sociais sem limite de caracteres ou em mensagens de e-mails os compactadores são utilizados, dando um estilo muito mais enxuto e agradável ao texto. Sem falar na facilidade de se digitar um endereço na internet.

Checkins

Tudo bem, não havia “checkins” no Twitter quando foi criado. Mas aplicativos como o Foursquare devem muito ao compartilhamento no Twitter para sua popularização. Eram, aliás, vistos com ressalvas pela questão da segurança. A maioria das redes sociais agora têm a possibilidade de se fazer “checkins” através de sistemas próprios, ainda que o Foursquare continue firme e forte.

Botão Seguir

O Facebook bem que tentou dar um nome diferente ao recurso, batizando-o de “assinatura”, mas não funcionou. Tornou-se “seguir” mesmo, que é o nome usado no Twitter para se acompanhar as publicações mesmo de pessoas que não são amigas ou conhecidas. Foi criado justamente para que o usuário não dependesse de confirmações de amizade para poder acompanhar as publicações, como acontece em uma outra rede social. Adivinhe qual é.

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E engana-se quem acredita que os dias de glória do Twitter estão no passado. Estudo da empresa Global Web Index mostra que o Twitter foi a rede social que mais cresceu em 2012 (leia a matéria da Revista INFO aqui). Além disso, um levantamento da Burson-Marsteller aponta que as grandes empresas têm preferido o Twitter para criação de seus perfis (leia outra matéria da Revista INFO aqui) ultrapassando inclusive o Facebook.

Mas os números do Twitter ficam para outra oportunidade. O que nos resta é desejar vida longa ao microblog.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

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Os Mais Comentados do Twitter em 2011

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Como acontece todos os anos, o Twitter divulgou a lista dos assuntos mais comentados de 2011.

Exceto pelos conflitos no mundo árabe, a lista foi bem mais morna do que a do ano passado, principalmente pela ausência de um evento do porte da Copa do Mundo de Futebol (e seu Cala Boca Galvão).

Uma curiosidade para os brasileiros é a presença de Fernanda Vasconcellos em 10º lugar na lista de atrizes mais citadas do mundo, superando até mesmo Scarlett Johansson e suas fotos particulares. Fernanda Vasconcellos não foi citada por nenhum trabalho em especial, mas pela propaganda que aparece sem o umbigo, vítima de um desastrado retoque digital.

A #hashtag mais mencionada foi #egypt, em razão da queda de Hosni Mubarak. Já o jogador de futebol que mais apareceu nos tweets foi o inglês Wayne Rooney.

Estranho apenas a antecedência da lista, principalmente tendo em vista importantes acontecimentos que ainda estão reservados para 2011, como o Mundial de Clubes.

A lista completa pode ser vista aqui.

 

POR ANDRÉ MORAES

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Twitter em português

O texto a seguir foi publicado no blog Dicas Twitter (http://www.dicastwitter.blogspot.com) em 07 de junho de 2011 e gentilmente cedido.

 

O Twitter acaba de lançar sua versão em Português. Mesmo o Brasil sendo o terceiro país que mais acessa o Twitter, só em maio deste ano foi montada uma Central de Tradução voluntária para que o microblog pudesse ser traduzido para o nosso idioma.

No post oficial de lançamento, o Twitter citou algumas situações em que o Brasil mandou bem através da rede social e ainda comentou o uso do Twitter pelos candidatos à Presidência da República na última eleição.

A partir de hoje, quem quiser utilizar Twitter em português basta acessar: Settings > Account > Language > e escolha o português.

O aplicativo "mobile" também foi traduzido, assim como o aplicativo para Android. As funções por SMS em Português por enquanto estão liberadas para operadoras Nextel e TIM.

 

Por @camilamoraes às 19:38

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Twitter em Português. Ou quase.

Portuguese

Que o Twitter foi traduzido para o português do Brasil você já sabe. Existe uma enorme quantidade de sites destacando as mudanças positivas. Mas há algumas mudanças que serão mais difíceis assimilar, além de pequenos erros que precisam ser corrigidos. Vejamos:

Depois de anos os brasileiros terão que se adaptar ao fato de que as DMs (Direct Messages) agora serão MDs (Mensagens Diretas);

– A palavra ‘unfollow‘ perdeu o sentido. Agora o negócio é ‘parar de seguir‘ mesmo. Novos usuários não entenderão quando alguém disser que quer dar ‘unfollow’ em outra pessoa;

– Ainda há muitos erros de grafia. Na caixa autônoma de DMs (ou MDs) está escrito "mensagen". Já nas sugestões de pessoas a serem seguidas consta "similiares". Coisas simples, mas que incomodam;

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– Se o site foi totalmente traduzido, o correto seria que o botão de postagem chamasse botão "tuitar". Porém, o botão chama-se "tweetar", já que em inglês a postagem chama-se "tweet";

– O layout de alguns botões não suportou algumas expressões longas em português, como por exemplo cada item das listas, que agora utiliza duas linhas;

– Os "Trending Topics" tornaram-se "Tópicos da Tendência". Ótimo porque a sigla "TT" permaneceu. Mas que "Tópicos da Tendência" é um termo muito estranho, isso é. A alternativa melhor seria "Mais Comentados" ou "Mais Discutidos";

TT

– E falando em tendência, essa já era uma: com a conversão para o português, termos utilizados mundialmente como "Follow Friday" e "Music Monday" vão acabar mesmo desaparecendo, incluindo suas "#hashtags";

– Alguns termos estavam tão incorporados ao cotidiano do Twitter que poderiam ter permanecido em inglês. "Timeline", por exemplo, agora chama-se "histórico". Definitivamente, não é tão legal.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

 

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Picaretagens Frustradas (Pelas Redes Sociais)

113054714849Que muita gente reclama da exposição exagerada nos sites de relacionamento, todo mundo sabe. Mas pior mesmo ficou a situação de quem faz coisa errada, não deseja ser descoberto, e mesmo assim não consegue ficar muito longe das redes sociais.

Seguem alguns casos engraçados – ou nem tanto – de pessoas que, após terem feito algo errado, acabaram pagando um preço bem alto por isso, graças às redes sociais.

Um policial quer ser seu amigo no Orkut 

Na semana passada, Daniel Antônio Fernandes publicou algumas fotos pessoais no Orkut. Não seria nada de excepcional se Fernandes não fosse foragido da justiça, o que acabou levando-o novamente à prisão. O mais curioso é que o rapaz foi pego após aceitar o pedido de amizade de um policial do Serviço de Inteligência de Campo Mourão (PR), que se utiliza de redes sociais para localizar criminosos e acabou tendo acesso às fotos. Claro que o policial não revelou sua identidade verdadeira. Fernandes era procurado há 13 anos por roubo a bancos, homicídio e sequestro. Foi preso em Valinhos-SP e já havia fugido duas vezes da prisão. Pelo visto o mais difícil não é capturar o criminoso e sim mantê-lo preso.

Imogen

Gol de placa

Também na semana passada surgiu a notícia de que um jogador inglês estaria movendo um processo contra o Twitter.  O microblog teria divulgado uma relação extraconjugal do atleta com a modelo Imogen Thomas, participante do programa Big Brother inglês. Apesar da identidade não ter sido divulgada, hoje é quase certo que o jogador seria Ryan Giggs do Manchester United, principalmente depois que seu nome foi citado no Parlamento inglês pelo deputado John Hemming. A confusão toda começou porque o atleta havia conseguido uma "injunção" para que o jornal The Sun não publicasse uma entrevista onde a modelo declarava o adultério. Porém, os internautas não quiseram saber da proibição e não pensaram duas vezes antes de divulgar o fato no Twitter. Sobrou para a rede social responder ao processo. A piada que acabou circulando na internet era a de que Giggs seria o primeiro jogador a querer impedir a divulgação de seu mais belo gol.

História mal contada

O jornal The Sun (sempre ele) também divulgou a notícia de que um empresário britânico estaria sofrendo um processo de divórcio depois que sua esposa localizou seu carro, uma Land Rover, em frente à casa de uma amiga pelo Google Street View, bem na época em que havia afirmado que estaria viajando a negócios, em 2009. Esse é o caso mais conhecido de invasão de privacidade, mas também é o menos comprovado: até hoje não foram divulgados nomes relacionados ao caso e muita gente desconfia que possa ser apenas uma história para prejudicar a ferramenta bisbilhoteira do Google.

Conto de fadas infernal

Lynn France, de Ohio, descobriu pelo Facebook que o seu marido tinha um segundo casamento. Encontrou fotos dele casando na Disney com outra mulher, fantasiados de Bela Adormecida e Príncipe. Por sua vez, o Príncipe, digo, John France, alegou que a mulher sempre soube do segundo casamento, mas está usando a história para obter a guarda dos filhos. O caso foi parar até na tv (veja aqui o site da Rede CBS). Fato parecido aconteceu com Richard Barton Jr., que também era bígamo. A diferença é que o próprio Richard divulgou as fotos do segundo casamento no Facebook. Tudo em seu próprio perfil e depois de deixar de ser amigo da primeira mulher. É sempre bom desconfiar quando se é bloqueado no Facebook.

Homens de sucesso

Outro bandido que se deu mal foi Eduardo Trigo Marques. Segundo a revista Info, ele foi descoberto por uma comerciante que havia sido sequestrada em Vargem Grande Paulista e encontrou as fotos do rapaz no Orkut. Depois de manter contato, repassou os dados para a polícia. O mais incrível é tentar entender porquê um sequestrador tem um perfil verdadeiro no Orkut. Isso só pode ser vício em redes sociais. Ou ele achava que ser sequestrador já era profissão. Em outro caso relatado pela Revista Info, algo parecido aconteceu com o estelionatário Aurélio Adriano do Nascimento, que anunciava celulares em um site de comércio e não os entregava. Nesse caso a polícia conseguiu chegar até ele através de uma comunidade do Orkut formada por pessoas que já haviam sido lesadas pelo golpe. Esse sim é um caso em que a fama precede a pessoa.

Olha eu aqui

2011-05-24 23 03 09Outro fato curioso é o de um ladrão do Estado do Oregon, que após ter roubado um banco em Portland, comentou sua façanha no Facebook. Ryan Homsley reconheceu o crime e afirmou na rede que estava fazendo isso apenas para pagar suas despesas médicas. Mais que isso. Colocou no seu perfil uma foto do circuito de vigilância do banco assaltado! Mas o FBI não teve pena de Homsley, que acabou no xilindró. Pior mesmo foi o título da reportagem do jornal "Daily Mail", que indaga se esse é o bandido mais burro do mundo e ainda o chamou de bandido "Onde Está Wally?", já que o assaltante usava roupas e óculos bastante parecidos com o do personagem infantil (veja a página do jornal aqui).

Pobre só de vez em quando

Em um processo judicial, a imobiliária Ceimol da cidade de Esteio (RS), provou em 2006 que um casal tinha plenas condições financeiras de suportar as custas do processo e não fazia jus aos benefícios da justiça gratuita, ao contrário do que fora requerido. Isso foi possível através de fotos do casal postadas no Orkut que retratavam viagens frequentes à Europa. O Tribunal de Justiça reconheceu as fotos como válidas e indeferiu o pedido do casal. Tudo bem. Pode não ser nenhum crime não querer pagar as custas do processo, mas justiça foi feita também nesse caso e com a ajuda das redes sociais. A reportagem completa do jornal Folha de São Paulo pode ser vista aqui.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

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