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ICQ – Tudo para Dar Certo

cohdra_100_9162 Lembra quando escrevi sobre o declínio do ICQ, mas avisei que uma nova versão comemorativa do comunicador estava para chegar? Pois bem, ela está entre nós. Ou melhor, entre os americanos, onde o ICQ é mais popular.

Pessoalmente, ainda gosto muito mais do ICQ que do MSN da Microsoft. Mas o problema é que, como já disse no post “Sem Motivos para Comemorar” (clique aqui para ler), são poucos os brasileiros que ainda o utilizam. Precisei da ajuda de um querido e saudosista amigo para experimentar a comunicação. Ainda assim, a nova versão chegou repleta de funcionalidades extras e já pode ser baixada aqui.

A nova versão do ICQ (7.0) quase nada mudou como comunicador instantâneo. Os recursos nesse quesito são basicamente os mesmos de sempre. Destaque apenas para o dicionário de idiomas Babylon que aparece na barra de ferramentas. Não ajuda muito, pois é humanamente impossível que se queira teclar com alguém que não fale sua língua apenas utilizando um dicionário online (até porque a tradução é feita somente de palavras isoladas e não sentenças completas), mas ajuda quando aquele amigo moderninho resolve encher de termos estrangeiros a conversação.

Ponto negativo apenas para o fato de o programa não informar quando o contato está digitando (ou está a quilômetros de distância do computador).

ICQ Conversação

Mas como o ICQ sempre foi, acima de tudo, inovador (lembre-se que todos os recursos que hoje estão presentes no MSN foram disponibilizados muitos anos antes no ICQ), um dos grandes trunfos dessa nova versão é a integração com redes sociais.

Essa é uma tendência que pode ser observada não somente em softwares, mas em inúmeros aparelhos (gadgets) que fazem uso da internet, como celulares.

O ICQ permite que a conta criada em redes sociais seja importada, inclusive os contatos. Também fornece automaticamente todas as atualizações das contas, como recados do Facebook e Twitter, sem a necessidade de abertura do navegador. É claro que as notificações servem somente como avisos, já que a maioria das funcionalidades das redes sociais não fica disponível no comunicador. As fotos nos recados do Twitter, por exemplo, não podem ser vistas.

Flickr, Youtube, Digg e Delicious também estão na lista de compatibilidade.

ICQ 7

Parece pouco, mas os recursos relacionados a redes sociais são um grande avanço do ICQ sobre o MSN. Isso porque a Microsoft não deve disponibilizar recurso similar tão cedo, já que possui um notório histórico de resistência a aceitar redes e aplicativos surgidos além de suas divisas. Não custa lembrar também, que a Microsoft trabalha em uma rede social bastante parecida com o Twitter e que deve estrear em breve no mundo todo (leia aqui).

Na aparência, pouco muda na nova versão do ICQ, mas a visualização está mais agradável, com forte apelo web e com possibilidade de alteração do tradicional verde, o que é mais que benvindo, mesmo desagradando os mais nostálgicos. Já o envio de mensagens de texto para celulares (SMS) é inútil para os brasileiros, que não contam com o serviço, pois o Brasil não está na lista (até o Afeganistão está).

Recomendo? Depende do seu interesse. Se conhecer alguém que goste do ICQ e ainda tenha o hábito de utilizá-lo com frequência, sim. O ICQ é mais ágil – e divertido – que o MSN. Contudo, se o seu intuito é conhecer pessoas novas ou ter o maior número de contatos online para conversar, é melhor não. Pelo menos para os brasileiros. O MSN continua e continuará por muito tempo sendo muito mais difundido por aqui.

O novo ICQ tem tudo para dar certo (de novo), mas resta saber se os usuários estão dispostos a lhe dar mais essa chance.

Acho que por enquanto não. Pelo menos por aqui.

POR ANDRÉ MORAES – ICQ: 36052052

 

2 Comentários

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ICQ – Sem Motivos Para Comemorar

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Parabéns ICQ!

O pioneiro dos comunicadores instantâneos fez na semana passada (dia 17) treze anos de vida, deixando, além de saudades, algumas dúvidas. As principais são: por que o mais revolucionário dos comunicadores é quase um desconhecido das novas gerações e por que até mesmo quem o adorava acabou abandonando?

Não há respostas simples.

O ICQ sempre foi um programa que nunca teve medo de inovar. Foi o primeiro comunicador instantâneo com uma interface amigável e que avisava todos os contatos quando o usuário estava online, disponível para um chat. Bastava inscrever-se no sistema, sem precisar que o usuário fizesse uso de uma conta de e-mail fornecida por um serviço específico.

As melhorias que hoje são vistas em outros comunicadores há muito tempo faziam parte do ICQ (pronuncia-se da mesma forma que “I Seek You” em inglês), como por exemplo, a possibilidade de envio de mensagens offline, o modo de conversação invisível ou a faculdade de carregar sua lista de contatos em vários computadores por meio da internet. O hoje onipresente MSN da Microsoft somente disponibilizou tais recursos pouco tempo atrás, possivelmente por priorizar a segurança em detrimento da inovação.

Em comparação a outros comunicadores atuais, o ICQ sempre esteve anos-luz de distância. Seu layout sempre foi mais agradável e intuitivo (basta lembrarmos do espartando Google Talk) e a transmissão das mensagens muito mais rápida. Podia-se escolher entre o modo de janela única, como um e-mail, ou o modo de chat, como nos comunicadores atuais. Até mesmo os sons do ICQ eram – e são – muito mais divertidos, como a tradicional buzina de partida de navio e o viciante (mas não pouco irritante) “oh-oh” das mensagens que chegam, que já deixou muitos pais e colegas de república com insônia.

icq

Ao contrário de outros comunicadores, o ICQ jamais obrigava seus usuários a utilizá-lo somente através das últimas versões, até porque, em tempos de conexão discada, o tráfego de dados na rede era bem mais restrito e demorado.

Tempo realmente era dinheiro.

Quanto à localização de novos contatos, bastava que fosse feita uma busca por nome, por e-mail ou, pelo modo mais eficiente: o número do ICQ do utilizador. No meu caso, até hoje tenho menos chances de esquecer esse número do que o meu CPF.

E se na época em que perdeu sua hegemonia o ICQ já era muito melhor que o MSN, imagine atualmente, com os aprimoramentos, inclusive com uma nova versão comemorativa pelo seu aniversário (veja a notícia do Olhar Digital). Então qual o principal motivo da derrocada?

Bem, a resposta gira mais em torno do aspecto administrativo do que do sistema em si.

Em 1998 a AOL adquiriu a Mirabilis, empresa israelense criadora do ICQ. Porém, o intuito da AOL com a transação não foi aproveitar a fama do comunicador, mas controlar o principal concorrente do AOL Instant Messenger (AIM), menina dos olhos da gigante de internet americana. Com isso, o ICQ foi sendo deixado de lado e seu campo de atuação, principalmente por aqui, foi sendo preenchido pelo MSN (desenvolvido pela Microsoft).

Não podia ser diferente, já que a AOL teve uma passagem relâmpago e pouco influente pelo Brasil.

MSGAssim, o MSN (anteriormente chamado simplesmente de “Messenger”) popularizou-se e a Microsoft logo tratou de garantir a sua interação com outros programas, como o Outlook Express, o que nunca foi grande coisa. Mas, diferentemente do mercado de navegadores, o campo perdido é muito difícil de ser retomado, pois não subsistem motivos para alguém  utilizar um programa específico para comunicação sem conhecer outras pessoas que também o façam.

De qualquer forma, se você é um daqueles que passou madrugadas conversando pelo ICQ nos anos 90 ou início dos anos 2000 e ainda lembra do seu número de usuário e senha, uma experiência bastante interessante é resgatar sua lista de contatos e relembrar os bons tempos em que aguardava o período de tarifação única da empresa de telefonia para tagarelar.

Caso queira baixar o ICQ em sua última versão (ou anteriores), clique aqui.

Torço para que um dia o aplicativo volte com força máxima, ainda que tenha perdido o ar independente dos tempos de Mirabilis.

Mas se você me perguntar se sou otimista quanto a isso… Bem…

Oh-Oh”

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

 

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