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O Caminho Inverso do Instagram

file0002059503041 E não é que o Instagram está cada dia mais popular?

Em agosto de 2011, postei um artigo sobre o aplicativo. Desde então muita coisa mudou. O Instagram não é mais exclusividade dos usuários de iPhone, foi comprado pelo Facebook pela impressionante quantia de 1 bilhão de dólares, mudou seu logotipo, transformou-se no queridinho das celebridades e, finalmente, perdeu totalmente a dependência que possuía com o Twitter, atingindo status de rede social própria.

O passo mais recente para essa autonomia aconteceu ontem: o Instagram agora permite que os usuários o acessem através da internet convencional (pelo endereço www.instagram.com), percorrendo um caminho contrário àquele de outras redes sociais, que originariamente surgiram para computadores e, somente depois, criaram aplicativos para dispositivos móveis.

Instagram 1 

Estranho, mas lógico. Como se trata de uma rede social voltada para imagens, a visualização em telas maiores cai como uma luva. As imagens são grandes e as funções são bem mais fáceis de se usar, por mais que seu celular (ou tablet) possua uma tela de tamanho considerável. A ampliação das possibilidades de acesso também reflete a recente tendência do Instagram em gerar receita através de publicidade.

Outro ponto positivo é o desenho minimalista do site. Levando-se em consideração que os usuários buscam apenas a visualização de fotos  através do ‘feed’  (deixando a maior parte da interação para o Facebook) o site é quase desprovido de botões e recursos. Não há separação por álbuns ou marcação de pessoas. No máximo é possível “curtir” uma foto ou postar comentários.

Instagram 2

Nem mesmo se consegue postar fotos, justamente para estimular que as imagens sejam provenientes apenas de dispositivos móveis e não de tráfego livre da internet, evitando-se a poluição visual (como acontece com o feed de notícias do Facebook) e mantendo-se um pouco da ideia do aplicativo original.

Resumindo: sem um dispositivo móvel você continuará sem muito o que aproveitar do Instagram. Mas se sua intenção é apenas apreciar as belas imagens da rede social, isso ficou muito mais agradável agora. Por mais que os usuários originais do Instagram odeiem admitir.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

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Algumas Belas Fotos Trabalhadas com o Instagram

Instagram Desespero dos fotógrafos profissionais, você já deve ter ouvido falar do Instagram.

Trata-se de um aplicativo desenvolvido exclusivamente para Iphone que dá um efeito de filtro envelhecedor a algumas fotos tiradas do celular. O resultado lembra muito as antigas imagens obtidas com câmeras Polaroid e confere um estilo bastante interessante até mesmo para fotos que normalmente não teriam nenhum atrativo.

O que pouca gente sabe é que a sua origem teve participação do brasileiro Mike Krieger que, juntamente com Kevin Systron, hoje CEO da empresa, criou uma das febres das redes sociais. O aplicativo para Iphone é gratuito. Requer apenas cadastro no site (http://instagr.am/), onde também podem ser compartilhadas as imagens, o que acabou sendo o principal impulso para sua popularização por torná-lo uma rede social própria.

O Instagram já está por aí há algum tempo (foi lançado em outubro de 2010), o que lhe rendeu inclusive uma exposição em São Paulo chamada "Expogram", cujos trabalhos foram enviados através das redes sociais.

Na última quarta-feira o Instagram anunciou que atingiu a marca de 7 milhões de usuários e 150 milhões de uploads de fotos. Um número considerável que deve aumentar ainda mais quando o aplicativo for disponibilizado a aparelhos que rodam sistema Android, ainda sem data de lançamento. A ideia da popularização já gera uma insatisfação dos fãs do aparelho da Apple.

Curioso? Seguem algumas imagens bastante interessantes obtidas com o uso do aplicativo e extraídas do Flickr:

por Phil Campbell

Foto de Phil Campbell

por billsoPHOTO

Foto de billsoPHOTO (nome de usuário)

por Darren Shilson

Foto de Darren Shilson

 por Joseph Wasabi

Foto de Joseph Wasabi

 por Kimi-

Foto de Kimi- (nome de usuário)

 por Matturick

Foto de Matturick

Achou interessante? Mais fotos curiosas podem ser vistas neste grupo do Flickr.

 

POR ANDRÉ MORAES

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A Toda Prova – O Orkut Como Prova Judicial

manos

Um fato curioso pôde ser visto em um processo trabalhista de João Pessoa (proc. nº 11100-12.2010.5.13.0002). Mas antes que se pense que o blog passou a tratar de assuntos jurídicos, explico que o caso envolve redes sociais, mais especificamente o Orkut.

A autora (reclamante) de uma ação trabalhista pretendia provar que prestou serviços durante o mês de dezembro de 2009 para a empresa onde trabalhava, visando estabilidade. A empresa, por sua vez, negava esse período e reconhecia que a autora havia trabalhado somente a partir de janeiro de 2010. Porém, diante dos argumentos levantados, o juiz reconheceu como prova algumas fotografias que haviam sido postadas no Orkut da autora, com data de dezembro de 2009 e que confirmavam o período por ela mencionado

O mais curioso, porém, foi que para verificar que as datas das fotos existentes no Orkut eram as corretas e não podiam ser adulteradas, o juiz determinou que a autora, em plena audiência, criasse um álbum de fotos como teste, o que foi feito. E após a criação, a data do álbum mostrou-se correta, coincidindo com a data da audiência, sem possibilidade de adulteração pelo usuário. A ação foi julgada parcialmente procedente.

A iniciativa é louvável.

Esse tipo de busca pela verdade dos fatos é uma faculdade do juiz. Porém, isso muitas vezes se mostra inviável diante do excesso de trabalho do Poder Judiciário. Além disso, é incumbência da parte provar o que alega. No caso, não sendo a autora da ação capaz de alterar um dado constante em um site de relacionamento, obviamente a decisão do juiz foi a mais correta.

Com a internet essa busca pela verdade se tornou mais frequente. Não são poucos os juízes que acessam bancos de dados da rede para consulta de informações pertinentes aos processos que julgam. A diferença, nesse caso, foi por se tratar de um site de relacionamentos e não uma consulta feita ao cadastro da Receita Federal ou do Detran, que teoricamente possuiriam informações com maior credibilidade. Também o fato de a prova (o acesso ao site) ter sido realizada em plena audiência é um diferencial, algo um tanto inusitado.

A título de ilustração, segue copiado trecho da sentença:

“Não satisfeita, ainda a reclamada levantou suspeitas quanto à criação da pasta na internet. Daí, determinou-se que a reclamante criasse um novo álbum em sua página, cujo nome seria “teste”, restando comprovado que o usuário apenas informa ao sistema o nome do álbum e um comentário acerca de sua natureza (no caso foi “por ordem judicial”). Não há interferência quanto à data de criação da pasta, que é automaticamente gerada pelo ORKUT. Portanto, inequivocamente, a pasta foi criada em 23/12/2009, do mesmo modo que é verídica, por exemplo, uma postagem de terceiro feita numa das fotos, datada daquele mesmo dia”.

(…)

“A priori, orienta o TST em casos como este que se faça a reintegração (Sum. 244, II). Contudo, tal direito deve ser ponderado face o princípio maior da dignidade da pessoa humana. Exige a gravidez que a futura mãe tenha “paz de espírito”, evitando dissabores desnecessários antes e depois do parto. A conduta da empresa, revelada em fraudar a legislação, concebendo um contrato por prazo determinado com a finalidade de se eximir das suas responsabilidades, bem como, ante todas as evidências de que realmente estaria provado o tempo clandestino no curso da audiência, mas sequer oferecer o emprego de volta à reclamante, desautoriza a reintegração”.

 

A decisão sequer foi publicada no Diário Oficial e portanto ainda será aberto o prazo para recurso. Ainda assim, demonstra a importância que os sites de relacionamento têm adquirido na vida das pessoas. Só é preciso um pouco de cuidado com as fotos postadas. Mostrar para um juiz fotos das férias dançando “Rebolation” pode não ser a melhor demonstração de credibilidade, dependendo da matéria tratada no processo. E desse jeito não há advogado que convença.

 

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

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Arquivado em Novas, orkut

Dentro da Legalidade

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Na semana passada, algumas pessoas elogiaram as imagens de abertura que utilizo nos posts, logo após o título. Agradeço. Não é segredo que as consegui na internet, com o intuito de ilustrar o texto. O que poucos sabem é que elas possuem uma característica em comum: são livres de direitos autorais e sua publicação não possui restrições.

A vantagem de utilizar esse tipo de imagem é justamente evitar problemas judiciais futuros. E esse é um cuidado que as pessoas acabam se esquecendo de tomar.

Mas como conseguir fotos que possam ser publicadas livremente em blogues, sites da internet e até mesmo em trabalhos acadêmicos, sem que haja qualquer infração a direitos autorais?

Não é difícil.

O modo mais fácil – por incrível que pareça – é  utilizar um dos sites de fotos mais populares da internet. Não estou falando de Google Images, mas do não menos conhecido Flickr. Porém, não basta procurar e copiar as imagens do site, uma vez que desse modo não é possível saber se há restrições legais para a sua publicação. É preciso distingui-las. E o próprio Flickr faz esse papel.

Para isso, entre na página de busca do Flickr (clique aqui para abrir). Depois, ao lado do campo a ser preenchido, clique em “busca avançada”. Na parte de baixo da tela que abrirá, selecione a opção “busque apenas no conteúdo licenciado pelo Creative Commons”. Sugiro também que se selecione as duas opções seguintes, ou seja, “localizar conteúdo para usar comercialmente” e “localizar conteúdo a ser modificado, adaptado ou criado”.

Pronto! Agora basta voltar para a parte de cima da tela e preencher a busca com os termos desejados. Sugiro palavras em inglês, pois a diversidade de fotos é maior.

Agora, se quiser um site não tão vasto, mas com fotos de resolução bem superior, sugiro o Morgue File (www.morguefile.com). Nele não há truque. Basta que se faça a pesquisa, mantendo-se a opção “Free photos” na caixa de diálogo. O curioso é que no Morgue File não é possível copiar a foto com o botão direito do mouse, mas se pode fazer o download através de um botão próximo à imagem.

Não há mais motivos para publicar fotos infringindo o direito de terceiros. A dica está dada e não serve apenas para blogueiros ou para quem trabalha na elaboração de sites na internet, já que até mesmo fotos em sites de relacionamento podem infringir direitos autorais.

Mas se mesmo assim você quiser insistir, caso precise de um advogado no futuro, posso indicar um bom.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

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