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Tiro n´água

Sad Clown Acho que falar mais uma vez sobre o “novo” Orkut é chover no molhado.

Primeiro porque isso já foi feito em diversos ‘posts’ anteriores. Segundo porque, a essa altura, todo mundo já pôde conferir as “inovações” daquela rede social, já que o Google distribuiu os convites mais rápido que panfleteiro com dor de barriga na boca-de-urna.

Se mesmo assim você ainda não tem um convite, deixe um comentário que lhe envio.

Mas, por pura teimosia, deixarei minhas conclusões a respeito, apenas para que não passe em branco.

Pois bem. Antes de mais nada, esqueça tudo o que eu falei semanas atrás sobre o Orkut ser mais “organizado” e “intuitivo” que outras redes sociais. Na tentativa de agregar recursos multimídia e de se parecer mais com o Facebook, o resultado das mudanças é uma completa mistura de informações sem muito sentido na tela inicial.

É preciso atenção para perceber se as informações lidas referem-se a “recados” ou “atualizações”.

Também a personalização de cores tornou-o esteticamente desagradável. Ainda que cada usuário possa atribuir a cor que julgue mais interessante (muito embora, curiosamente, não tenha sido disponibilizada a cor amarela), a navegação tornou-se extremamente cansativa.

Para entender o que digo, basta se perguntar por que o Facebook utiliza o azul escuro como padrão. Compare as fotos abaixo com o novo e o antigo desenho.

Velho Orkut

Novo Orkut

Isso tudo sem falar nas fontes utilizadas nos ‘scraps’ e nas fotos dos perfis, que estão muito pequenas, dificultando a visualização, além dos banners de propagandas (geralmente de celulares e outros aparelhos de qualidade duvidosa), confundindo o internauta. O espaço é nitidamente mal aproveitado.

Agora é possível rapidamente alterar a cor do texto de um scrap, mas isso não é novidade, pois antes isso já podia ser feito com código HTML ou com o ‘Orkut Tolbar’ para Firefox. Falando nisso, para quem utiliza esse navegador, ainda há mais um ponto negativo: o botão “voltar” algumas vezes não funciona no site. Com o Internet Explorer 8 e Chrome não há problemas quanto a isso.

Uma das propagandas no desenvolvimento do Novo Orkut era a velocidade de navegação. Apenas promessa. A lentidão remete aos tempos em que não se ganhava ‘donuts’ quando o sistema travava.

Resumindo, não gostei.

Acho que se o objetivo do Google era realmente tornar o Orkut mais internacional, jamais poderia ter se inspirado no layout do Facebook, mas sim inovado de alguma forma. Não há nada ali, absolutamente nada, que faça o usuário americano querer experimentar o sistema, abandonando o concorrente.

Continuo com a versão antiga, enquanto existir.

Na verdade, talvez o Google tivesse feito melhor contratando o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, com seu projeto “Cidade Limpa”, do que utilizado seus talentosos e tão bem remunerados programadores, que não parecem entender muito de paginação, principalmente considerando que em seus currículos constam os tenebrosos temas do Gmail.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

 

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A Busca por Convites do Novo Orkut

Polo

Que o Orkut foi reformulado todo mundo já sabe. Difícil mesmo é acessar o novo site. O Google forneceu um número restrito de convites e apenas quem os tem pode repassá-los.

Talvez o fato não lhe faça nenhuma diferença.

Porém, acredite: há pessoas tão ansiosas para participar da “nova velha rede” que estão comprando o convite em sites de comércio eletrônico. E, diante disso, surgem pessoas nem sempre bem intencionadas aproveitando-se para ganhar algum dinheiro dos mais incautos. Veja a notícia extraída do IDGNow aqui.

Mas o que leva uma pessoa a pagar por algo que estará disponível a todos em pouco tempo?

Bem, notoriamente, amantes de  tecnologia gastam grandes somas em dinheiro pelo simples fato de possuir os mais modernos (e nem sempre mais eficientes) sistemas e equipamentos.

Contudo, é preciso cuidado ao atacar esse tipo de postura, pois a lógica é a mesma que impera no mundo moda. Ou seja, se você não é uma pessoa que usa pochete, também não pode criticar quem está sempre atrás dos últimos ‘gadgets’, mantendo-se sintonizado às tendências.

Trata-se, simplesmente, de uma questão de interesses e prioridades como forma de adequação social.

Mas com o Orkut a situação muda um pouco, até porque os usuários de redes sociais não são necessariamente fãs de tecnologia. Na realidade, a questão gira mais em torno da imagem transmitida, algo que conta muito no mundo dos sites de convivência.

Ali é fácil perceber que muitas pessoas buscam trabalhar sua imagem, procurando passar uma idéia de felicidade e de bom convívio social, que na grande maioria das vezes é falsa e fruto da necessidade de auto-afirmação. E o fato de utilizar-se do último sistema disponível serve para transmitir uma idéia de criatividade e de modernidade.

As empresas de tecnologia, assim como a indústria automobilística, são peritas em explorar esse aspecto da personalidade dos usuários, ou seja, a busca de novidades como forma de integração social.

Tanto que, curiosamente, o layout do novo Orkut inexplicavelmente “vazou” na internet antes do lançamento, justamente na página de download do Chrome, o navegador (e maior aposta) do Google. Porém, chega a ser pueril acreditar que um gigante como o Google possa ter deixado “escapar”, de maneira involuntária, uma imagem prévia do Orkut, principalmente na página de seu principal navegador.

Novo Orkut

A técnica não é nova.

A Fiat, antes do lançamento de algum veículo no mercado nacional, vive cometendo supostos “erros”, mas claramente calculados, para instigar a imprensa especializada. Seus carros sempre são vistos totalmente camuflados na fase de testes, chamados de “mulas”. Mas conforme a data de lançamento se aproxima, a maquiagem vai, “descuidadamente”, desaparecendo.

É mais ou menos, guardadas às devidas proporções, o caminho percorrido pela linda modelo, de algum ‘reality show’, que aparece de biquíni em algumas capas de revistas, sempre antes de uma famosa publicação masculina. Mas lembre-se: somente no caso dos carros é que são chamados de “mulas”, frise-se bem.

Aliás, o simples fato de disponibilizar convites em número restrito (ao contrário do que faz o Facebook) dá uma certa sensação de exclusividade ao “novo” Orkut. Tudo isso fazendo com que a busca torne-se cada vez mais frenética.

Nada além disso.

Até porque, assim como jazigos, mesmo que não se tenha pressa alguma, inevitavelmente todos terão um.

Definitivamente não há lógica para esse tipo de comportamento, mas, cá entre nós… alguém tem um convite sobrando?

 

POR ANDRÉ MORAES (www.twitter.com/aafmoraes)

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