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As Redes Sociais e a Terceira Idade

MF_9682 Normalmente associadas ao público jovem, as redes sociais têm conquistado, dia após dia, um número cada vez maior de adeptos com mais de 60 anos de idade. Os objetivos variam, mas a maioria das pessoas dessa faixa etária procura nos sites de relacionamento a diminuição da distância com relação a parentes, amigos e conhecidos. É possível estar mais perto de um filho que se mudou para longe, além de manter contato com pessoas que há muito tempo não se tinha notícias.

Atualmente, 4% dos usuários brasileiros do Facebook possuem mais de 55 anos de idade. Pode não parecer muito, mas isso corresponde a mais de um milhão e meio de pessoas. E levando-se em consideração que é um ambiente com muito mais atrativos para os jovens, os números não podem ser desprezados. Isso sem mencionar outros sites de relacionamentos. Nos Estados Unidos, país com maior número de inscritos no Facebook, esse percentual sobe para impressionantes 13%. E continua crescendo. A faixa etária com mais de 65 anos foi a única que teve um aumento considerável naquele país nos últimos 2 meses. Os dados são do site Socialbakers.

O fenômeno é relativamente recente no Brasil e por isso não refletiu no Orkut, que já foi a rede social mais popular do país. E como a intenção principal costuma ser manter contato com pessoas conhecidas e parentes, o Twitter, por limitar o tamanho das mensagens, acaba não agradando tanto.

Contudo, o que mais dificulta a utilização das redes sociais por pessoas dessa faixa etária ainda é o manuseio dos recursos do site, cada vez mais complexos. “Ainda não me entrosei bem nas redes sociais” – reconhece Dona Yara Sposatti (73), moradora de São Paulo do bairro Palmas do Tremembé – “Creio que poderiam ser mais simples”. Dona Yara tem razão. O Facebook está em constante mudança, o que acaba dificultando a utilização de pessoas com mais idade. A rede social era muito mais simples há alguns anos atrás, assim como a maioria dos sites também era. Com o Orkut aconteceu o mesmo. Apesar disso, Dona Yara vê muitas vantagens na utilização das redes sociais: “Através do Orkut tive a oportunidade de reencontrar parentes e amigas que não tinha notícias há mais de 20 anos”, comemora.

E isso é mesmo algo que definitivamente não tem preço.

Para ajudar as pessoas da terceira idade a lidar melhor com os recursos das redes sociais, existem cursos visando exatamente essa finalidade. A Visarte (Rua Prof. Pedro Pedreschi, 346, Tremembé), por exemplo, é uma associação sem fins lucrativos que possui um curso de informática voltado para pessoas com mais de 50 anos e que têm interesse em ingressar nesse mundo novo e fascinante. O curso já conta com cerca de 90 alunos, a maioria de pessoas da terceira idade.

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Andréa Schaidt, responsável pela entidade, afirma que as maiores dificuldades dessas pessoas estão no fato de se sentirem socialmente excluídas e com baixa auto-estima. Há também aqueles que precisam de maior atenção em razão da saúde, principalmente com problemas na audição e visão. Por esse motivo, a entidade realizou no ano passado campanhas com oftalmologistas para tentar amenizar as dificuldades e possui planos de que a ideia se repita em 2012. De tudo isso surge a certeza de que o trabalho compensa. “Eu pessoalmente já presenciei alunos se emocionando depois de conseguirem mandar um e-mail ou visitar o perfil de um ente querido em redes sociais”, afirma Andréa. “É um trabalho gratificante o de conectar esse público ao mundo digital. E o que fazemos aqui na Visarte é desfrutarmos juntos desse processo”.

Mas as dificuldades, ainda que comuns, não são uma regra. Dona Rosa Bernardino Galvão (73), de Ribeirão Preto, acessa diariamente o Facebook e para ela não há o que ser modificado na rede social. “A minha nota é dez”, afirma. E vai mais longe: “Gostaria de ter 20 anos menos para fazer uma faculdade de Ciências da Computação. Como gostaria!”.

De qualquer forma, essa mudança no perfil das redes sociais só serve para engrandecer ainda mais a internet. Se existem dificuldades, existe também a convicção de que serão rapidamente superadas. Afinal de contas, uma coisa que essa turma sabe tirar de letra é vencer desafios. E os mais novos também têm muito a aprender com isso.

POR ANDRÉ MORAES

 

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A Maldição do Botão Retweet

Justiça seja feita. O botão “Retweet” tirou muito da graça do Twitter.

Quando o Twitter começou a se popularizar, ainda não existia o botão “Retweet”. O retweet foi uma invenção dos internautas que, pretendendo repassar uma mensagem postada por alguém, colocavam as letras “RT” junto ao “@” do autor e da mensagem a ser retransmitida. Isso indicava que a postagem apenas estava sendo repassada – ou “retweetada”, na linguagem do microblog –, já que originalmente criada pela pessoa indicada.

O problema é que sempre havia a possibilidade de fraude. Bastava alguém mencionar o nome de outra pessoa, famosa ou não, junto das letras RT para todos os seguidores acharem que a pessoa citada realmente tenha escrito aquilo, sendo que nem sempre isso era verdade. Não foram poucas as vezes que William Bonner pediu para que as pessoas checassem a sua timeline para confirmar se as mensagens divulgadas à base de RT eram verdadeiras e realmente escritas por ele. A maioria não era. É mais ou menos como acontece com Arnaldo Jabor e Mário Quintana nos e-mails que contêm frases que nunca foram ditas por eles.

Por isso o Twitter instituiu o botão “Retweet”. Com ele passou a ser impossível editar manualmente a frase a ser retweetada, sendo sempre repassada da forma como foi escrita, bastando um simples clique no botão. A possibilidade de copiar/colar (juntamente com as letras RT) permanece, mas o Twitter, visando inibir a prática, hoje restringe no mecanismo de busca do site a localização de mensagens retweetadas da maneira manual (sem o uso do botão).

Botão RT

Claro que a ideia de instituir o botão "Retweet" foi recheada de boas intenções. Além de impedir edições do texto original, simplificou o repasse de mensagens.

O problema é que a facilidade de se retweetar com apenas um clique inundou o microblog de mensagens inúteis. Hoje encontra-se de tudo. Desde doação de cachorros até mensagens de parabéns a pessoas que nem se conhece. E isso tirou muito da graça do microblog, devido à grande quantidade de mensagens, principalmente para quem segue muitos contatos. Além disso, inibe uma prática interessante, que é a de poder incluir um comentário à mensagem retransmitida.

Mesmo sendo possível desabilitar o botão Retweet de pessoas que se segue, isso precisa ser feito individualmente, ou seja, dá um baita trabalho. Além disso, a prática também impede que se receba conteúdo relevante que porventura essas pessoas publiquem. Mais ou menos como curar uma ferida cortando-se o pé.

Definitivamente o Twitter era muito mais interessante quando era mais simples, com menos recursos. Os incrementos de nada ajudaram e não digo somente com relação ao botão "Retweet".

Essa é a prova de que, seguindo o famoso ditado, em alguns casos, se melhorar estraga, sim.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

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As Redes Sociais e a Televisão

IMGP5272x Que a televisão perde cada vez mais audiência para a internet todo mundo sabe. Porém, alguns programas são tão comentados nas redes sociais que, curiosamente, a internet acaba sendo um grande estímulo para o aumento da audiência.

Esse fenômeno tem sido mais notado nos últimos anos, com a popularização do acesso à rede por dispositivos móveis como notebooks, netbooks, tablets e celulares, permitindo que mais pessoas possam assistir à programação convencional ao mesmo tempo em que se comunicam com outros telespectadores pela rede.

O comportamento engloba todo o tipo de programas, desde novelas a jogos de futebol e filmes. Mas, de longe, o programa brasileiro em que o fenômeno mais pode ser notado, definitivamente, é o Big Brother Brasil. Impressiona a quantidade de internautas comentando sobre o programa e sobre seus participantes em tempo real, principalmente no Twitter. Basta acessar o microblog durante o horário de exibição para se perceber, tanto pelos ‘Trending Topics’ como pelas próprias postagens, o quanto as pessoas têm dividido a atenção entre a passividade proporcionada pela televisão e a manifestação ativa por meio das redes sociais.

Claro que, muito provavelmente, isso acontece pelos sentimentos de amor e ódio que o Big Brother gera, não somente com relação aos confinados, mas também pela legião de internautas que odeia a atração a ponto de não poupar esforços para criticá-lo na internet. Mas, independentemente de se gostar ou não do programa, a verdade é que poucos permanecem indiferentes.

E mesmo com relação a outros programas, em maior ou menor escala, há sempre alguém emitindo algum parecer sobre o que está sendo exibido.

Casa BBB11

Por isso, as emissoras de televisão têm voltado a atenção para essa movimentação do foco dos telespectadores, de modo que a influência da programação passa a ser medida não somente pela audiência direta, mas também pela relevância e volume de comentários na rede.

Um artigo do jornal ‘O Globo" (Digital & Mídia) narra um fato interessante: durante a transmissão do filme ‘Private Parts’ na HBO, Howard Stern, conhecido radialista americano e roteirista da obra, comentava as cenas online, o que aumentou consideravelmente a audiência. Vale lembrar que se tratava de uma reprise e que, em termos de qualidade, o filme não é nenhuma obra de Stanley Kubrick.

O mesmo artigo divulgou uma pesquisa feita pela agência de marketing britânica ‘Digital Clarity’ que apurou que oito em cada dez usuários de internet móvel com menos de 25 anos utilizam as redes sociais para comentar em tempo real sobre programas de tv (clique aqui para ler o artigo na íntegra) .

Esse fenômeno de integração da televisão com as redes sociais já possui nome: "Tv Social" e, mais do que simplesmente assistir algo e dar a opinião na rede através de um computador, engloba principalmente o próximo estágio que está prestes a começar, com o advento da tv digital: o acesso às redes sociais e comentários não mais por dispositivos autônomos, mas pelo aparelho de tv com internet e, futuramente, transmissões através das próprias redes sociais.

Resta apenas aguardar a movimentação das principais emissoras para acompanhar essa mudança de hábito dos telespectadores.

Onde isso vai chegar ninguém sabe. Mas é bom reservar um lugar no sofá para descobrir.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

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Flixster – A Rede Social da Sétima Arte

Flixster Uma crítica bastante comum dos usuários de sites de relacionamentos, principalmente do público adulto, é a superficialidade dos assuntos discutidos no Facebook e no Orkut, o que faz com que muitos procurem redes sociais menores, mais específicas. É o caso do MySpace e do Melody Box, voltados para música. Já os amantes de cinema também possuem alternativas: uma delas é o Flixster.

Apesar de não ser nova (2005), o Flixster não é uma rede muito conhecida no Brasil, principalmente porque ainda não dispõe de uma versão em português. Ao contrário do que acontece com o Twitter, no Flixster é fundamental que pelo menos se entenda inglês, pois a maior parte da graça está justamente em conferir a opinião dos outros usuários sobre os filmes e atores. Até filmes nacionais estão fichados em inglês. Além disso, há uma grande variedade de trailers, que estão, obviamente, sem legendas.

Mas se essa barreira do idioma puder ser contornada, o Flixster torna-se um prato cheio para os cinéfilos.

Um dos aspectos mais interessantes (e jamais usados nas redes sociais) é a possibilidade de criação de “listas”. E a maioria das pessoas as adora, ainda que não reconheça.

Matrix

Por padrão, a primeira lista é com relação a filmes favoritos, onde é feito um ranking (que na verdade todo cinéfilo já fez), inclusive com a opção de incluir uma opinião sobre a obra. A criação de outras listas é livre e pode ser uma das tradicionais, como a de “filmes mais engraçados”, ou uma mais bizarra. Fica a critério do autor.

Quem adora trailers (como eu), também vai se divertir com o acervo de vídeos (armazenados no Youtube). Destaque também para a possibilidade de se conferir notas aos filmes, formando uma espécie de ranking geral.

Já o visual do Flixster é extremamente parecido com o do MySpace antigo, o que não é bom nem ruim. Mas, como todo site, possui alguns pontos negativos. Entre eles está a presença maciça daqueles anúncios de sites pouco confiáveis, como “ganhe dinheiro com o Google”, “compre direto da China” e similares, o que também pode ser visto no MySpace e atualmente no Orkut.

Outro detalhe que atrapalha a navegação de brasileiros é o fato de que a procura por filmes deve ser feita pelo Black Swannome original, o que nem sempre é fácil, tendo em vista os títulos – muitas vezes ridículos – que são dados para os filmes no Brasil. Por exemplo, “Entrando Numa Fria Maior Ainda” tem o título em inglês “Meet the Fockers”, algo que eu jamais saberia sem uma consulta prévia à mestra Wikipedia.

O Flixster não é um site para fazer várias amizades ou para paquerar, principalmente porque são poucos os brasileiros que lá estão (de toda minha lista de contatos do Gmail, apenas um estava inscrito). Mas é uma ótima rede para quem procura informação atualizada sobre filmes de qualquer época e para quem quer detalhes sobre os últimos lançamentos.

Mas não pense que é uma rede social pequena. É a quarta maior do mundo em quantidade de acessos, ficando atrás apenas de Facebook, MySpace e Twitter. Mais que nosso velho Orkut ou o LinkedIn.

Até quando não dá para saber, mas a gente sempre torce por um final feliz.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

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O Fim das Fronteiras – A Internet e os Protestos no Egito

Dizer que “não há mais fronteiras no mundo” tornou-se uma espécie de clichê, geralmente utilizado por pessoas impressionadas com a possibilidade de se comunicar, através da internet, com quem está a milhares de quilômetros de distância. Mas somente é aplicável àqueles que residem em países democráticos e com um considerável nível de liberdade de expressão, uma vez que não são poucos os governos que controlam as informações transmitidas pelos provedores instalados em seus territórios, como pude descrever no post “As Redes Sociais nas Ditaduras Atuais”.

Isso nunca incluiu o Egito, mas as coisas mudaram na última semana. Depois de oito dias de protestos contra Hosni Mubarak, há 30 anos no poder e mais de 100 mortes em confrontos entre civis e militares, o governo egípcio instituiu um toque de recolher, bloqueou celulares e limitou o acesso à internet, visando conter as manifestações populares. Caiu ontem o último provedor, deixando o Egito incomunicável.

Ou não.

Diante de tais medidas, Google e Twitter firmaram uma parceria pouco convencional e nada previsível. As duas empresas (e mais a prestadora Saynow, que hoje pertence o Google) disponibilizaram números internacionais, com tarifas grátis, para que as pessoas deixassem recados que seriam automaticamente postados no Twitter (com a hashtag #egypt). Por outro lado, para se chegar aos recados, bastava acessar o site www.twitter.com/speak2tweet ou, na impossibilidade de fazê-lo (por motivos óbvios), discar para os mesmos números e ouvir as postagens. Além de possibilitar a comunicação com quem estava fora do território do país, auxilia nas mobilizações e fornece informações importantes aos manifestantes.

Trata-se de um marco, pois demonstra como as fronteiras geográficas podem ser suprimidas quando a internet está disposta a contribuir para o avanço social.

Por mais que os governos tentem, a cada dia fica mais evidente que a informação não pode ser restringida, menos ainda geograficamente. Evidentemente, as intenções das duas empresas não foram puramente altruístas, já que a decisão colocou-as em destaque. Ainda assim, nunca a expressão “não há mais fronteiras no mundo” foi tão verdadeira quanto agora, servindo a internet para a consolidação da vontade popular e para o desenvolvimento social.

Pelo menos no Egito. Mubarak acaba de anunciar que não disputará mais a reeleição em setembro deste ano. Esperemos os próximos episódios.

POR ANDRE MORAES (@AAFMORAES)

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Os Memes e Virais Brasileiros Mais Engraçados

Tide Talvez você já tenha ouvido falar de "memes" ou "virais". São materiais que, de tão engraçados, acabam sendo retransmitidos à exaustão na rede.

Geralmente são vídeos, mas podem ser imagens ou simplemente ideias, como por exemplo aconteceu quando o Dorival Júnior, então técnico do Santos, foi demitido por divergências disciplinares com o atacante Neymar, seu subordinado. Isso originou uma enorme sequência de piadas sobre o poder do jogador (que permanece no clube até hoje).

Os mais famosos memes são americanos, mas os brasileiros contam com algumas, digamos, "preciosidades", que você provavelmente já pôde conferir na sua caixa de entrada de e-mails ou página de recados de redes sociais.

Caso contrário, segue a minha lista dos 5 melhores:

5) Cacete de Agulha

Esse vídeo, na minha opinião, é o viral mais engraçado do Brasil. Mas entendo que não merece a primeira colocação dos memes porque não foi tão divulgado quanto os demais.

Trata-se de uma entrevista dada por um rapaz durante a doação de sangue. No começo ele está tímido, mas quando percebe que está fazendo bonito em frente às câmeras, a empolgação toma conta e ele tenta até dar uma bela lição de moral.

Aí a coisa complica.

4) Bilu

Esse não é propriamente um vídeo engraçado. É ridículo mesmo. Quando se quiser ter uma ideia do nível dos programas na televisão brasileira, basta assistir a este vídeo. E ainda tem projeto de lei querendo impor cota de programação nacional.

Uma equipe da Rede Record acompanhou um bando de fanáticos que juram que sempre fazem contato com um extraterrestre que atende pelo aterrorizante nome de… "Bilu". Ele resolveu ter seus 15 minutos de fama e falar para a tv. Brasileira, claro. Por que será que não escolheu uma entrevista no David Letterman? Bem, a verdade é que a sua frase "Busquem conhecimento" virou um verdadeiro hit na web.

Ei, Bilu. Vai tomar juízo, vai.

3) Fala Sônia

Essa é maldade. Tentaram gravar uma senhora, a Sônia, falando a palavra "Youtube", mas ela não conseguiu. Por isso mesmo surgiu um dos vídeos brasileiros mais disseminados na rede. É o típico exemplo de como o que vale é tentar. Aposto que Bilu saberia falar "Youtube".

2) Falta de Sacanagem

Existem 3 tipos de pessoas: as que amam a banda Restart, as que odeiam e as que nunca ouviram falar.

Alguns membros do primeiro grupo tentaram assistir a uma apresentação da banda, mas não conseguiram, o que gerou diversas reclamações, todas gravadas em vídeo, no calor do momento. Em um desses depoimentos, uma moça afirmou que a situação era uma verdadeira "falta de sacanagem" (sic).

A versão do vídeo a seguir é editada, mas sem dúvida nenhuma foi a mais difundida, de tão engraçada. A "hashtag" ficou entre as mais comentadas por longo período no Twitter.

1) Cala Boca Galvão

Não podia ser diferente. O fenômeno "Cala Boca Galvão" impressionou pela repercussão mundial, o que dá a ele o primeiro lugar.

Durante a Copa do Mundo de 2010, muitos brasileiros começaram a usar a hashtag #CalaBocaGalvão no Twitter, como forma de protesto contra o narrador da Globo. Isso levou o termo aos Trending Topics do Twitter, ou seja, os assuntos mais comentados no mundo todo. Curiosos sobre o que significava a frase, internautas do exterior acreditaram na tese de algum espertinho de que Galvão era um pássaro brasileiro e que cada micropost do Twitter com a hashtag #CalaBocaGalvão reverteria em fundos para uma instituição de preservação da espécie administrada por… Frei Galvão (!?).

Pior. Alguém fez um vídeo muito bem elaborado, em inglês, para sustentar a brincadeira. O vídeo nem parece amador, o que tornou a mentira extremamente convincente.

Impressionante. Confira e, se preferir, ative as legendas do Youtube para compreender o texto.

Claro que muitos outros virais ainda surgirão. Se tiver alguma outra sugestão, deixe o link do vídeo nos comentários.

POR ANDRÉ MORAES (@AAFMORAES)

 

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O Que Mais Dá Saudades nas Versões Antigas do Orkut

JailOrkut A popularidade do Orkut ainda é muito alta no Brasil. Mas muitas pessoas só conheceram a versão atual da rede social, com recursos muito diferentes daqueles de seus primórdios, que fizeram a sua fama. Há ainda quem diga que foi a partir dessas mudanças que o Orkut perdeu totalmente a graça. Verdade ou não, segue uma lista do que mais deixou saudades nas versões antigas da rede social do Google:

1) Cadeia

Você pode nem acreditar, mas o Orkut tinha uma cadeia virtual. Qualquer usuário poderia mandar o outro para a solitária, o que o impedia de navegar no site por aproximadamente 3 dias. Tinha gente que nem conseguia mais entrar no Orkut de tanto que caía no xilindró. Quando isso acontecia, era preciso enviar um pedido à administração do site para liberação. Absurdo? Pode até ser. Mas era muito engraçado, ainda que parecesse uma espécie de ‘bullying’ virtual. Claro que foi desabilitado devido ao abuso do recurso, que originalmente servia para o internauta se livrar de quem mais o aborrecia ou de algum perfil falso. Mas não deixa de ser uma ideia bem original, algo que o Facebook jamais teve (e nem deve ter imaginado ter). A imagem no topo do post era a mostrada quando alguém estava, digamos, detido.

2) Donuts

No início, o Orkut era muito lento. Demorava demais para carregar perfis e fotos. Uma tristeza. Pior, tudo em tempos de predominância da conexão discada. Como se isso não bastasse, quando o sistema ficava sobrecarregado o internauta recebia a seguinte mensagem: "Bad, bad server. No donut for you". Era mais ou menos como a famosa Fail Whale do Twitter. Tudo bem, a lentidão não deixa saudades, mas uma mensagenzinha amigável como essa seria bem legal. Claro que na época ninguém gostava, mas os saudosistas sentem falta, pelo mesmo motivo que a Fail Whale do Twitter tornou-se um clássico.

Donnut

3) Convites

O Google até hoje tem essa mania. Sempre que lança um site novo condiciona o acesso a convites. Com o Google Wave foi assim também. Depender de convites para fazer parte de uma rede social é um porre, mas garantia um ar de exclusividade. Falso, mas garantia. O Orkut virou a verdadeira casa da mãe Joana quando o Google aumentou o número de convites para 50 por usuário. Depois para 100. O resultado? Chegou um momento em que havia mais gente com convites do que os procurando. Isso acabou obrigando o Google e suspendê-los.

4) Orkut em inglês

Vários termos usado no Orkut até hoje vêm de quando o site era em inglês. "Scrap", "testimonial", "reply"… Claro que é muito mais fácil e prazeroso usar o Orkut em português, mas em razão disso a média de idade no Orkut caiu demais. A maioria das pessoas não é habituada a ler instruções em inglês, mas os adultos se dispõem mais a arriscar do que crianças. Muitos adultos perderam o interesse no Orkut, pois as discussões não mais lhe interessavam, motivo pelo qual muitos preferem tentar a sorte no Facebook, que possui média de idade dos usuários mais alta e, consequentemente, assuntos mais interessantes.

5) Número de amigos

A modificação mais irritante do Orkut, na minha opinião, foi a retirada do número de amigos ao lado do nome. Até pouco tempo atrás, antes da última reformulação, o Orkut disponibilizava o número de amigos que cada pessoa tinha, bem ao lado do primeiro nome e logo abaixo do avatar. E não apenas no perfil principal, mas nos recados e depoimentos deixados, além de comunidades que se participava. Pode não parecer, mas isso gerava uma competição enorme para não ficar atrás no número de contatos (ainda que a maioria deles fosse de meros conhecidos ou nem isso). A comparação era constante e as pessoas percebiam quando, pelo menos na rede, não eram muito sociáveis. Isso resultava uma busca parecida com a de seguidores no Twitter, ou seja, extremamente saudável. Com a retirada desse número, perdeu-se muito a vontade de se aumentar os contatos, já que isso não faz mais qualquer diferença. Uma pena!

Número de Amigos

6) Privacidade

Quem já não escutou conselhos de segurança, tais como não disponibilizar muitas informações pessoais ou evitar colocar fotos de familiares nos álbuns. Isso tudo surgiu na época em que o Orkut tinha muito pouca privacidade. Os recados eram abertos a todos, assim como as fotos. Além disso, todas as informações do perfil eram mostradas, seguindo a linha de que "quem-está-na-chuva-é-para-se-molhar". Somente após muita reclamação dos usuários (e algumas ações judiciais) o Google passou a restringir o acesso a algumas informações pessoais. Hoje quase nada pode ser acessado por pessoas que não estejam na lista de contatos. Obviamente, isso tirou muito a graça de se navegar no Orkut, pois não era preciso ser amigo de alguém para ver suas fotos, recados e perfil. Perigoso? Mais que isso, era um Deus-nos-acuda. Divertido? Também.

7) Simplicidade

Tentando acompanhar a evolução do Facebook, o Orkut deixou de ser um site simples. Não tinha aplicativos nem muitos modos de formatar os scraps. Nem mesmo era possível colocar fotos anexadas aos recados. Para se colocar cor na fonte da letra, acredite, era preciso inserir códigos HTML, ainda que simples. Toda evolução é bem vinda, inclusive tais recursos. O problema é que o Orkut tornou-se um site muito cheio de adereços e ornamentos, o que agrada adolescentes, mas cansa o visual depois de algum tempo de navegação. O visual clean era muito mais amigável, o que não impediria que os recursos citados fossem disponibilizados. A prova disso é que optando-se pela versão antiga – o que ainda é possível ser feito – todos esses recursos continuam ativos. E assim como aconteceu com o novo Twitter, as versões mais antigas do Orkut eram muito mais leves, o que faz diferença nos computadores mais modestos.

8 ) Botões Sexy, Confiável e Legal

Esse recurso ainda está disponível, mas somente quando se acessa a opção de "versão antiga" do Orkut. Realmente, foi um tiro n´água do Google ter tirado os botões "Sexy", "Confiável" e "Legal" dos perfis. Deviam, na verdade, tê-los aprimorado. Era possível atribuir notas às qualidades das pessoas. As notas partiam de zero a três ícones: corações no caso de a pessoa ser sexy, cubos de gelo no caso de a pessoa ser legal e "smiles" no caso de ser confiável. As notas eram anônimas, ou seja, não traziam qualquer constrangimento para quem as dava e muito menos para quem as recebia. O problema é que o sistema não era muito preciso, com quase todo usuário tendo mais de 60% de avaliação positiva. Precisaria de uma adequação, é verdade. Mas era muito divertido.

Botões Cool

9) Destinatário de Recados

Essa modificação é recente. E horrível. Agora é possível enviar recados a todos os contatos ou, pelo menos a mais de um. Isso só serviu para aumentar a quantidade de propaganda no Orkut. Como se não bastasse a quantidade de ‘spam’ que todos recebem por e-mail e o famigerado botão "promova", que pretende divulgar boas ideias, mas só consegue apresentar roubadas.  Não, obrigado.

10) Estrangeiros

Esse é um dos motivos pelos quais o Facebook tem crescido. O Orkut praticamente deixou de ser uma rede internacional. A enorme maioria dos membros é brasileira, o que não acontecia há alguns anos. E em um mundo globalizado uma das coisas mais interessantes é interagir com pessoas que moram no exterior, brasileiros ou não. Para se ter uma ideia, hoje o Brasil representa 50,6% dos usuários, enquanto que o número era praticamente igual ao dos usuários americanos, hoje na 3ª posição com parcos 17,78%.Estatística Orkut

Resumo da história. Conhece aquele ditado que diz que "time que está ganhando não se muda"? O Google não.

POR ANDRÉ MORAES (@AAFMORAES)

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